quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Isto é cultura!

Ainda na sequência do que disse ontem temos de ver isto como sendo uma coisa boa, ou seja, aproveitar as viagens como uma forma de cultura. Porquê? O exemplo da música é bom: já reconheci músicas no meu dia a dia que ouvi no comboio - insistentemente.

Ao menos aprendemos coisas novas, ouvimos sons diferentes, com sorte até apanhamos alguém sem phones que tem os mesmo gostos musicais connosco e poupamos bateria ao MP3 - também já me aconteceu.

Ver as coisas pelo lado positivo ... E tentar não enterrar o telemóvel de alguém na cara de alguém.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Músicas

Voluntariamente ou não toda a gente que anda de transportes acaba por ter de ouvir música. Não sei se é desconhecimento da existência daquelas coisinhas que se metem nos ouvidos para só nós ouvirmos a música ou se é medo das possíveis infecções que aquilo traz.

Mas agradecia que investigassem essas coisas. Às vezes nem a música que EU VOU A OUVIR consigo, por ter música tão alta no mundo exterior do meu.

Não, a sério! Não!

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Greve II

Depois do amor humano a revolta.

Se as greves são boas para aquecer corações e tapar narizes também são óptimas para quem tem sede de adrenalina.

Se há coisa que o típico tuga gosta de fazer é de se queixar. Mais do que isso só se houver confusão. Dias de greve são ideais. As pessoas querem ir trabalhar, estudar, passear, enfim, fazer as suas coisas e não podem. Os serviços mínimos não conseguem levar metade das pessoas que precisam deles. Resultado? Confusão! E da grande.

Pessoalmente ainda não levei nenhum tiro nem me esmagaram contra alguma porta mas já estive na primeira carruagem enquanto tentavam mandar abaixo a porta do maquinista com facas na mão. Divertidissimo, garanto! E arrepiante, também. Mas havia muita gente entre mim e a faca. Foi tranquilo. Até me conseguirem matar já muitos teriam morrido.

Pessoal dos desportos radicais: nova modalidade! Ir de Sintra a Lisboa em dia de greve! Aqui sim, sente-se a adrenalina nas veias, qual bunging jumping qual quê!

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Mais discussões

Este tópico dava para muita coisa mas hoje presenciei mais um belo momento de discussões ao telemóvel (na sequência de sexta).
Casais divorciados muitas das vezes podem ter problemas e discussões porque têm filhos em comum e por vezes as coisas podem não ser fáceis de gerir. A maternidade na adolescência também pode ser um problema, tendo em conta que muitas das vezes ainda são umas crianças que gostam de brincar e pouco mais e já se vêem no papal de pais, para o qual não estão minimamente preparados ou habilitados.
Hoje tinha uma mãe adolescente a discutir com o pai da criança aos berros ao telefone, ao meu lado. A rapariga tinha à volta de 18 anos e não tinha sequer corpo de ter filhos. Mas já tinha uma filha na escola, e com férias daqui a uns tempos há que decidir quem fica com a dita moça durante aquele tempo.
Eu achei a situação bastante triste: um pai claramente despreocupado que fica com a filha por uns dias porque pronto, fez um filho e de vez em quando lá tem de o aturar, e uma mãe infantil que faz de ter um filho mais uma guerrinha de primária como as muitas que suponho que faça na vida dela. E uma criança no meio disto tudo.

Claro que só quem as vive as que as sabe, mas por vezes é complicado gerir no meu cérebro irrequieto todas estas vidas desarmonizadas que terão mais tendência a formar crianças sob os princípios errados, ou pelo menos com algumas noções do que é esta vida ligeiramente mais torcidas do que poderiam ser. Não que o mundo seja um lugar bonito, mas todos temos os nossos oásis, certo?
No meio de tudo isto só tenho pena da criança.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

5 minutos e sei a tua vida!

Não por poucas vezes que vou calmamente no comboio e ao meu lado, ou na outra ponta do comboio às vezes, vão pessoas, conhecidas, amigas, familiares, que vão a falar de qualquer coisa das suas vidas. Como é óbvio no meio de um comboio todas as pessoas que nos rodeiam ouvem o que dizemos, se estamos a ter mega conversas sobre a nossa vida pessoal também isso será ouvido.
Mas e isso ser um problema? Não, olha agora! Vamos discutir de cor queremos as cortinas. Quando pintamos o quarto. Quando vamos ter um filho ou quanto custa o funeral da minha tia que é no sábado.
Se calhar o mal é meu que não filtro completamente aquilo que se passa à minha volta e acabo por ouvir as conversas dos outros - se a música não estiver demasiado alta ou se o livro não for suficientemente bom.
Ou então não! E as pessoas já não sabem tratar das coisas nos sítios certos. 
A sério, as pessoas que vão no comboio não precisam de saber a vossa vida. Deviam ser os primeiros a querer preservar isso. Vejam lá bem o que é que vão falar por aí. Já chega de saber quem traiu quem, quem é que morreu ou quem é que roubou. Qualquer dia viro polícia e é o descalabro!

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Os ditos niggas!

Quem anda de transportes na Linha de Sintra como eu sabe bem do que estou a falar. De certeza que já por várias vezes que a carruagem é fortemente preenchida por um grupo dos tão afamados niggas.

Querem andar cheio de ouros, piercings em todo o mamilo existente e em cantos cantos da boca que encontrarem? Ok. Por mim tudo ok. Só tenho realmente pena de uma coisa. Eu gosto tanto, mas tanto de ler no comboio. Às vezes é o único bocadinho que tenho para ler. Podem ir fazer chinfrim mas um bocadinho mais baixo. Não é por nada, eu às vezes também vou a conversar e sei que falo mais alto do que é suposto, confesso. Mas de cada vez que entram no comboio têm de estar sempre aos gritos? Os vossos amigos estão ao vosso lado, não estão em Espanha. Eles ouvem à mesma se falarem baixo. Ou não sei lá, com os decibéis que têm de ouvir todo o santo dia, já não digo nada...

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Bebés e crianças afins...

A desgraça de qualquer coração mole, como eu. Vou muito bem sentada no meu lugar quando ao meu lado / frente se senta uma mãe/pai com uma criança. Reacção automática: Estimulação das glândulas salivares de forma a produzir uma quantidade ridícula de baba; atrofio da cordas vocais com a consequente produção de sons do tipo “ohhh...” , “ahhh... ”, “oinnnn...”.
Eu falo por mim, pessoa com algum excesso de hormonas, que ter uma criança à minha beira a brincar, ou a conversar – muito seriamente - com a mãe sobre como foi o dia na escola, o que é que aprendeu com a professora, o que é que os amigos fizeram e disseram, é uma situação tão querida que não consigo resistir a esboçar, pelo menos, um pequeno sorriso. Raio destes seres em miniatura.